VIDEOARTE: POEMA TODO

Poema Todo.jpg

Videoarte produzida para exibição durante a experiência cênica Pele Tecido. O poema Todo faz parte do livro Pele Tecido, de Ericson Pires. Arte: Julia Esquerdo   |   Foto de capa: Elizeth Pinheiro

Para assistir à videoarte, clique aqui ou no flyer acima.

FICHA TÉCNICA
 

Poema

Todo, livro Pele Tecido

de Ericson Pires

 

Narração

Nanci de Freitas

Iluminação

Cesar Germano de Oliveira Costa

Cenário

Carol Moreira

 

Edição

Pedro Henrique Borges

Realização

Mirateatro! Espaço de estudos e criação cênica

LabCena

Foto: Pedro Henrique Borges | Pele Tecido
Foto: Pedro Henrique Borges | Pele Tecido

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Foto: Pedro Henrique Borges | Pele Tecido
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Foto: Pedro Henrique Borges | Pele Tecido
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Foto: Pedro Henrique Borges | Pele Tecido
Foto: Pedro Henrique Borges | Pele Tecido

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POEMA TODO, DE ERICSON PIRES
 
POEMA PRESENTE NO LIVRO PELE TECIDO  |  2011
Foto: Pedro Henrique Borges | Pele Tecido

Foto: Pedro Henrique Borges

TODO DIA É LONGO. Todo dia é vermelho. As linhas não alcançam. O parto corta o meio. Limbo numa fresta. Todo dia não termina. Todo sol é vermelho. A chuva volta. A chave abre. A chave fecha. A porta, o caminho, o doce, úmido, vulto. TODO DIA. Pintas na cara do dia. Encontros. Todo dia volta. O verão é vermelho. Nada volta. Nada foi. Tudo. TODO. Todo dia é outro. Instante vermelho. Mesmo mil vezes. Repetido. Repetindo. De novo outro. Nenhum. Em nenhum. Nenhum mesmo. Réstia. Restinga. Filtro branco. Fumaça de ônibus velho. Acelerador de partículas. Todo dia encerra. Teu cabelo vermelho. Meu mamilo vermelho. Tua unha vermelha. Minha ponta vermelha. Vermelho são cores. Todas as cores. Todo. TODO DIA é.

Ericson Pires | Foto: Julio Pereira

Ericson Siqueira Pires (1971 -  2012) foi poeta, performer, professor universitário. Fundador do CEP 20000 (Centro de Experimentação Poética), Corujão da Poesia, Cambralha, FalaPalavra, Grupo Hapax, Banda LapTop Violão e ParadaPalavra. Editor da Revista Global Brasil e militante da Rede Universidade Nômade. Doutor em Estudos de Literatura pela Puc-Rio, foi Professor do Instituto de Artes da UERJ. Publicou Cinema Garganta, em 2002; Zé Celso e a Oficina-Uzyna de Corpos, em 2005; Cidade Ocupada, em 2007 e Pele Tecido em 2010.

A EXPERIÊNCIA CÊNICA PELE TECIDO
2016
 

Encenação performática de poemas do livro Pele Tecido de Ericson Pires, de 2010.

 

Viajando junto com o Tecelão, numa travessia em busca de si e do outro, o coletivo construiu uma cena entrelaçada de palavras, sons, corpos, imagens, afetos e cores.

A experiência cênica foi realizada no LabCena (Laboratório de Artes Cênicas da UERJ) e contou com a projeção da videoarte em questão durante o seu desenrolar.

Foto: Elizeth Pinheiro | Pele Tecido

Foto: Elizeth Pinheiro